quarta-feira, 29 de dezembro de 2010


Um ano depois das cheias continua tudo na mesma nas margens do rio Tinto, no concelho de Gondomar. Habitantes queixam-se do abandono a que está votado o rio e das obras que não passaram de promessas.

Ali, toda a gente tem uma história para contar, de sombras sujas, da lama e do jorro medonho do rio, a rugir por cima das pontes, a correr atroz pela estrada, histórias que se passaram debaixo da parede maciça de chuva que se abateu sem parar das 23.30 às duas horas da manhã, da tromba negra que alagou tudo na madrugada.

Há um ano, na noite de 22, sob o descontrole climatérico de "depressão profunda" e "chuva severa" - aquele Dezembro foi o mês mais chuvoso do século -, os habitantes de Rio Tinto, 15.ª cidade, entre 150, em densidade populacional (47 695 habitantes), padeceram na tempestade.

"Ainda não tivemos direito à bonança", diz Marco Martins, presidente da Junta de Rio Tinto. "Para nós, está tudo por fazer, desde a limpeza de entulhos do rio, à reconstrução de taludes e muros caídos, há uma série deles, praticamente todos, passando por três pontes pequenas que desabaram, e continuam desabadas, até à necessidade de desassoreamento do rio, está tudo por fazer".

O autarca - que enumera promessas feitas e por cumprir, "como o estudo da Administração da Região Hidrográfica do Norte" - resume-se na fatalidade: "Como nos sentimos agora? Impotentes. Como vemos o futuro? Com desanimação, com frustração, com tristeza".

Naquela noite, o rio Tinto, cujo curso percorre oito quilómetros, a maioria dentro da cidade-freguesia, transbordou gravemente, cresceu uns cinco metros, inundou casas, caves, garagens, abateu muros, pontões, pavimentos, atacou com entulhos e lamas quem vive na margem, muito ocupada por construções antigas e recentes, insensatas e que contribuem para aumentar a já grande pressão urbanística do leito de cheia.

"Foi horrível aquela noite", diz José Carlos Rocha, morador no n.º 1337 da Rua do Padre Joaquim das Neves, num largo que se encontra com a Rua dos Moinhos, uma das zonas mais afectadas. "Horrível, metia medo, tudo isto era um lago", diz a apontar para a estrada, a olhar parado o declive da sua garagem na cave: "Há um ano, o carro, este Panda, ficou ali submerso", diz, sem querer recordar que duas das suas cadelas morreram afogadas na aflita subida da água.

"Foi uma noite muito escura. Foi uma noite directa, com toda a gente a acudir uns aos outros até de manhã", diz mais à frente Arnaldo Jesus, na Rua do Caneiro, n.º 131, a 60 metros da linha do comboio.

Ali é o largo da Ponte do Caneiro, um largo desdentado, há pequeninas hortas, couves tronchudas, barracos e lixo. Ali o rio corre pedregoso, entulhado, entre pátios fendidos, cães magros a ladrar.

"Ficou tudo pior, tudo alagado, tudo aos berros, o rio a trazer bocados de muro, madeira, tubos, pedras, pias, tudo à frente, desde lá de cima do estaleiro do metro, tudo por aí abaixo a galgar", diz Arnaldo, 47 anos, descrente: "Nada! Um ano depois não se fez nada para evitar que isto volte a acontecer".

"Isto está à vista de toda a gente", diz Laura Teixeira de dentro da sua casa amarela, no cruzamento do Caneiro com a Calçada de Medancelhe, uma casa com paredes empoladas, mesmo em cima do rio que ali corre escuro e com lodo.

"Não se está mesmo a ver no que vai dar?", repete Laura, 75 anos, de avental no seu quintal, desde 1980 a morar ali, chinelos na hortinha capada, a imaginar junquilhos e liretes, a lembrar que há um ano foi tirada ao colo de casa, viu o tanque de cimento a descer rio abaixo a boiar, um rio que se levantou cinco metros e assaltou a sua casa.

"Isto não vai dar nada! Eles vêm, vêem, prometem e depois nunca dá em nada! Estamos aqui, no rio, no escuro desta miséria, e é aqui que vamos ficar".

in JN, 29 Dez 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Temperaturas baixas voltam a colocar país em alerta


As baixas temperaturas colocaram hoje a zona alentejana em AVISO LARANJA e 13 distritos sob o aviso amarelo, o mesmo sucedendo com os arquipélagos da Madeira e dos Açores que estão sob influência da chuva.

O tempo frio continua hoje a afectar todo o território continental com os termómetros a marcarem às 6:00 horas de hoje -3,9ºC em Bragança - 2,1ºC em Vila Real, -1,4ºC em Viseu, -0,2ºC em Leiria e -0,1ºC em Castelo Branco.

As temperaturas continuarão baixas em todo o país, segundo o Instituto de Metereologia (IM), com os distritos de Portalegre e Évora a estar com aviso laranja activo - que significa situação de risco moderado a elevado. Os distritos de Viana de Castelo e Aveiro são os únicos que estão hoje sem qualquer aviso, com os restantes a apresentarem o aviso amarelo activo - o menos grave.

O tempo frio deverá persistir, o céu apresentar-se-á geralmente limpo e o vento será moderado (10 a 30 km/h) de nordeste, soprando moderado a forte (30 a 50 km/h) e com rajadas até 70 km/h, nas terras altas. A intensidade do vento deverá diminuir, tornando-se de leste fraco, inferior a 15km/h na região norte, a partir do meio da manhã e na região centro e no Alentejo, a partir da tarde.


In DN 16/12/2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rio Tinto: Fogo em loja chinesa

Um incêndio deflagrou, às 18h20 de ontem, numa loja chinesa situada na avenida D.JoãoI, em Rio Tinto, concelho de Gondomar.

Apesar do susto, os danos foram apenas materiais. Os Bombeiros da Areosa extinguiram as chamas em cerca de 15 minutos.


Felizmente o susto superou a situação e tudo se resolveu.

Mas sabes agir em caso de incêndio?

Lê atentamente o folheto que se segue e informa os teus pais e amigos!

http://www.prociv.pt/InformacaoPublica/RecInformativosPedagogicos/Documents/Incendios_Casa.pdf

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Lembras-te do que aconteceu ano passado aqui em Rio Tinto?
Chuvas torrenciais provocaram o caos entre os moradores.
Como estamos no tempo de chuvas intensas e o nosso lema é PREVENIR PARA PROTEGER,

Sabes o que fazer em caso de inundação?



Lê atentamente o panfleto da Protecção Civil que se segue!



http://www.amarante.pt/proteccaocivil/admin/galeria/cpc/panfletos_criancas_dn/inund_SabesFazer.pdf



[Fotos] Destruição feita pelo tornado em Tomar, Portugal (7.12.2010)



Tornados

As tragédias naturais são hoje uma realidade e muitas pessoas temem serem as suas próximas vítimas. Com as constantes mudanças climáticas hoje em dia ninguém está verdadeiramente seguro e uma tragédia natural pode acontecer onde menos se espera…



1 - O que são?
São redemoinhos de vento formados na baixa atmosfera, apresentando-se com características de nuvens escuras, de formatos afunilados, semelhantes a uma tuba, que descem até tocar a superfície da terra, com grande velocidade de rotação e forte sucção, destruindo em sua trajectória grande quantidade de edificações, árvores e outros equipamentos do território.

O tornado supera a violência do furacão, mas sua duração é menor e a área afectada é de menor extensão.
2 - O que eu posso fazer antes da ocorrência do tornado?
  • Rever a resistência de sua casa, principalmente o telhado;
  • Desligar os aparelhos eléctricos e o gás;
  • Segurar objectos que possam cair;
  • Não se abrigar debaixo de árvores, pois há riscos de quedas;
  • Não se abrigar em frágeis coberturas metálicas;
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, pois estas estarão sob influência de ventos fortes;
  • Evite a curiosidade e afaste-se do fenómeno altamente destruidor.

3 - O que eu devo fazer para melhor me proteger de um tornado?
  • A melhor protecção individual é constituída por abrigos subterrâneos, como uma cave, já que o efeito de sucção dos tornados só ocorre a partir da superfície do solo. Se a sua residência não tem cave, fique num corredor interno e deitado próximo ao chão.
  • Se for surpreendido por um tornado, fora de casa, deve deitar-se numa vala ou depressão do terreno.
  • Procure lugares seguros em sua residência ou sala de aula. Tenha certeza que estes lugares estão longe de janelas e objectos móveis. Proteja sua cabeça de objectos que podem cair ou se deslocar em função da acção dos ventos.

4 - E depois da ocorrência do tornado o que posso fazer?
  • Evite o contacto com cabos ou redes eléctricas caídas.
  • Avise a Protecção Civil ou bombeiros sobre estes perigos;
  • Fique longe de edificações danificadas. Só volte para casa quando as autoridades informarem que é seguro.
  • Use lanterna para verificar os danos causados à sua casa;
  • Deixe a residência ou edifício se sentir cheiro de gás de cozinha;
  • Procure não utilizar serviços hospitalares, de comunicações, a não ser que necessite realmente. Deixe estes serviços para os casos de emergência;
  • Ajude as pessoas que requerem ajuda especial como crianças, idosos e outras com dificuldade de locomoção;
  • Escute as rádios para informações e instruções.

Vê o que aconteceu em Tomar esta semana!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O QUE É A PROTECÇÃO CIVIL?

  • O que é?

    A protecção civil é a actividade desenvolvida pelo Estado, Regiões Autónomas e Autarquias Locais, pelos cidadãos e por todas as entidades públicas e privadas, com a finalidade de prevenir riscos colectivos inerentes a situações de acidente grave ou catástrofe, de atenuar os seus efeitos, proteger e socorrer as pessoas e bens em perigo quando aquelas situações ocorram.



    - Objectivos:

    prevenir os riscos colectivos e a ocorrência de acidente grave ou de catástrofe deles resultante; atenuar os riscos colectivos e limitar os seus efeitos; socorrer e assistir as pessoas e outros seres vivos em perigo, proteger bens e valores culturais, ambientais e de elevado interesse público e apoiar a reposição da normalidade da vida das pessoas em áreas afectadas por acidente grave ou catástrofe.



    - Domínios de Actuação:

    levantamento, previsão, avaliação e prevenção dos riscos colectivos;

    análise permanente das vulnerabilidades perante situações de risco;

    informação e formação das populações, visando a sua sensibilização em matéria de autoprotecção e colaboração com as autoridades;

    planeamento de soluções de emergência, visando a busca, o salvamento, a prestação do socorro e de assistência, bem como a evacuação, alojamento e abastecimento das populações;

    inventariação dos recursos e meios disponíveis e dos mais facilmente mobilizáveis, ao nível local, regional e nacional;

    estudo e divulgação de formas adequadas de protecção de edifícios em geral, de monumentos e de outros bens culturais, de infra-estruturas, do património arquivístico, de instalações de serviços essenciais, bem como do ambiente e dos recursos naturais;

    previsão e planeamento de acções atinentes à eventualidade de isolamento de áreas afectadas por riscos.

ALERTAS DA PROTECÇÃO CIVIL

ALERTAS DA PROTECÇÃO CIVIL

VERDE
É improvável a ocorrência de fenómenos que representem danos para pessoas e bens. Situação de normalidade em que o dispositivo de Protecção Civil e Socorro desenvolve actividades de rotina e monitorização a nível local, distrital e nacional.

AZUL
Existência de condições para ocorrência de fenómenos com dimensão e magnitude normais. O dispositivo de Protecção Civil e Socorro reforça a monitorização, intensificando as acções preparatórias para as tarefas de redução dos efeitos negativos dos eventos previstos. As pessoas devem manter-se informadas sobre o evoluir da situação.

AMARELO
Previsibilidade de ocorrência de fenómenos que não sendo invulgares, podem representar um dano potencial para pessoas e bens. O dispositivo de Protecção Civil e Socorro reforça as actividades de monitorização e vigilância da situação e intensifica as acções preparatórias para as tarefas de intervenção. As pessoas devem manter-se informadas acerca das situações previstas, adoptando as medidas de prevenção e adequação das suas actividades e comportamentos de modo a não correr perigos desnecessários.


LARANJA
Situação de perigo, com condições para a ocorrência de fenómenos invulgares que podem causar danos a pessoas e bens, colocando em causa a sua segurança. O dispositivo de Protecção Civil e Socorro reforça as medidas que garantam um estado de prontidão elevado para a intervenção. As pessoas devem manter-se vigilantes e informar-se permanentemente sobre a situação, inteirando-se dos possíveis perigos. Devem adoptar as medidas de prevenção, precaução e auto-protecção indispensáveis, e adequar os seus comportamentos de modo a não se colocarem em risco. Devem-se seguir as informações e recomendações das Autoridades.


VERMELHO
Situação de perigo extremo, com a possibilidade da ocorrência de fenómenos de intensidade excepcional, dos quais é muito provável que resultem danos muito relevantes e uma redução muito significativa da segurança das pessoas, podendo ameaçar a sua integridade física ou mesmo a vida, numa vasta área. O dispositivo de Protecção Civil e Socorro tem mobilização geral. As pessoas devem manter-se permanentemente informadas, adoptando as medidas de prevenção, precaução e auto-protecção imprescindíveis e adequar constantemente os seus comportamentos à situação em curso. Devem seguir-se, em todas as circunstâncias, as instruções das Autoridades e estarmos preparados para a possibilidade da determinação de medidas de emergência.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Frio Intenso

De acordo com as informações disponibilizadas pelo Instituto de Meteorologia, os próximos dias serão caracterizados pela diminuição acentuada das temperaturas, especialmente nas regiões do Interior e pela formação de gelo ou geada durante a madrugada.
A conjugação de temperaturas baixas e de vento forte no litoral e terras altas provocará uma maior sensação de frio sentido pela população, traduzindo-se num aumento do desconforto térmico. As condições propícias à formação de gelo e pontual queda de neve nas estradas implicam a tomada de medidas de precaução.

Siga as seguintes recomendações:

  • Mantenha-se atento aos noticiários da Meteorologia e às indicações da Protecção Civil transmitidas pelos órgãos de comunicação social.
  • Use várias camadas de roupa em vez de uma única peça de tecido grosso. Evite as roupas muito justas ou as que façam transpirar.
  • O ar frio não é bom para a circulação sanguínea. Evite as actividades físicas intensas que obrigam o coração a um maior esforço.
  • Se suspeitar que você ou alguém que o rodeia está com sinais de hipotermia (corpo frio com tremuras, pele roxa e falta de reacção) ligue imediatamente para o 112.
  • Atenção redobrada à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação e persistência de gelo, aumentando o perigo de acidentes rodoviários, pelo que se aconselha uma condução prudente.

Siga ainda os seguintes conselhos da Protecção Civil:

Aquecer o lar:

· Afaste os aquecedores de móveis;

· Não seque a roupa nos aquecedores;

· Afaste os produtos inflamáveis de uma fonte de calor;

· Guarde os líquidos inflamáveis em recipientes fechados e coloque-os em locais ventilados;

· Proteja devidamente a lareira para que não se torne um foco de incêndio;

· Não abandone velas acesas ou mal apagadas;

· Nunca se esqueça do ferro de engomar ligado.

Rede eléctrica:

· Não faça reparações improvisadas;

· Substitua os fios eléctricos em mau estado;

· Use fusíveis adequados;

· Evite sobrecarga – não ligue demasiados aparelhos na mesma tomada, principalmente os de elevado consumo;

· Nunca apague com água um incêndio de origem eléctrica;

· Não aproxime água de instalações eléctricas – há perigo de ficar electrocutado.

Rede de gás:

· Faça a revisão periódica das tubagens – para verificar se há fugas aplique água com sabão. Nunca utilize uma chama;

· Se detectar alguma fuga chame imediatamente um técnico do gás. Se cheirar a gás não faça qualquer tipo de chama, não ligue nem desligue interruptores ou aparelhos eléctricos, abra as janelas, feche as válvulas de segurança do contador e de corte do redutor e contacte de imediato um técnico qualificado.

Cozinha:

· Nunca saia de casa com o fogão ou o esquentador ligado;

· Não deixe, junto a janelas, aparelhos a gás ligados;

· Se a gordura da frigideira se incendiar desligue de imediato o gás, não retire a frigideira do fogão, pois iria espalhar o fogo e use uma tampa, um prato ou uma toalha húmida para extinguir o incêndio;

· Mude periodicamente o filtro do exaustor;

· Não avive as chamas do fogareiro com álcool, gasolina ou qualquer outro líquido inflamável.

Para quem pretende viajar:

· Evitar fazer viagens para as zonas onde se prevê a queda de neve, procurando antecipar ou adiar essas viagens;

· No caso de ter de o fazer, deve:

üProcurar informar-se através das concessionárias ou das forças policiais, de quais os condicionamentos de trânsito existentes e vias alternativas de circulação;

ü Estar atento antes e no decurso da viagem às informações difundidas pelos Órgãos de Comunicação Social;

ü Circular preferencialmente utilizando as vias rodoviárias mais seguras;

ü Tomar algumas medidas preventivas como sejam munir-se de correntes, alguns agasalhos e alimentação suplementares e garantir o abastecimento do depósito do veículo, para fazer face à possibilidade de ser forçado a paragens prolongadas durante a viagem devido à neve e ao gelo.

· Nos locais onde se verifique a queda de neve:

ü Seguir escrupulosamente as indicações transmitidas pelas autoridades policiais no que concerne ao respeito pelos cortes de estrada, percursos alternativos, sinalização e outras informações;

ü Evitar parar ou abandonar a viatura na faixa de rodagem, contribuindo para o aumento do congestionamento de trânsito;

ü Ter especial atenção à brusca formação de gelo na estrada, que poderá dificultar a condução e provocar o atravessamento dos veículos e a ocorrência de acidentes;

ü Evitar comportamentos de risco que poderão originar acidentes.

A PROTECÇÃO COMEÇA SEMPRE EM SI!